Pequenas aberturas
Hoje, me abri um pouco mais para a vida e fui me encontrar com as mães do grupo “Dordemãe”.
Antes de sair de casa quis selecionar as melhores fotos da Vi. Será que eu separo as mais antigas? Ela foi um bebê tão lindo! Será que é melhor separar as mais recentes? Ela tinha se tornado uma moça maravilhosa!
Percebi então que isso seria impossível, não se seleciona a melhor foto de um filho, todas são as melhores, todas são lindas. Sabia que as outras mães estariam fazendo a mesma coisa, e que em determinado momento, todas tirariam da bolsa a foto preferida do filho tão amado.
Esse gesto de compartilhar nossas lembranças, de contar um pouco da nossa história; o fato de buscar no fundo do coração dolorido, a melhor imagem para dividi-la com mais alguém, me fez pensar que eu conheço todos esses filhos, porque eu conheço todas essas mães e sei o que elas sentem.
Todos tinham uma vida a ser vivida, tinham amigos, tinham planos, sonhavam. São todos um pouco meus filhos, assim como a Vi é um pouco filha de cada uma delas, por que nós olhamos dentro dos olhos dessas crianças que partiram tão cedo e em cada uma delas está a nossa imagem de mãe.
Escrito por maedavivica às 20h42
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