Tenho que conscientizar de mais uma grande tristeza na vida, fazer parte daquele grupo de mães que sobrevivem; gostaria demais que fosse diferente, mas não é; por mais cruel que seja, a realidade é esta.
Tenho sido meu psicólogo, meu psiquiatra, meu padre, meu próprio guia; tenho sido minha força, minha coragem, minha própria religião; rezo segundo meu terço.
Sinto-me péssima... penso muitas vezes que não amava minha filha o bastante; que me enganei achando que a amava tanto que morreria com ela; isso dói de uma maneira tão única e profunda que rasga o corpo ao meio.
Vivo pedindo desculpa por não estar com ela. Vivo tentando me convencer que um deus qualquer quis assim, mas a verdade é que tenho boa saúde e um instinto de sobrevivência muito forte. Porque? Não sei ainda.
Talvez descubra um dia, a razão pela qual sobrevivi, talvez continue apenas sofrendo; quem sabe estou mesmo cumprindo meu destino ou pagando meus pecados; quem pode saber? Quem sabe não está aqui pra responder.
Escrito por maedavivica às 15h45
[]
[envie esta mensagem]
|