Nem sempre eu choro, não por falta de amor ou saudade, é um, sei lá o quê, que me faz ficar seca e indiferente; uma ferida aberta que nem sempre sangra, mas que goteja...goteja.... constantemente.
A dor eu enfrento, sou feita de aço, mas viver assim, sem meu melhor pedaço, eu não agüento, não dá mais; não suporto a falta que minha filha me faz.
Me perco no tempo; às vezes eu sumo por horas ou dias, não sei pra onde vou, nem sei se penso, apenas sumo, numa imensidão vazia. São como falhas no tempo, um lapso; intermezzo... é como eu vivo entre dois atos, nem morte nem vida, só espaço.
Passo, dia e noite engolindo farpas e cuspindo espinhos, tentando tirar do meu caminho, a pior lembrança desse mundo. O momento da queda mais profundo, o maior abismo, o de deixar o ultimo abraço o beijo mais sentido, o de fechar pra sempre dentro de uma urna a vida de um filho; trancafiar nossa alma numa caixa de madeira.
Escrito por maedavivica às 10h00
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Dia das mães... Recebi flores lindas de duas amigas e foi um momento mágico, porque eu havia acabado de ler um recado de outra amiga dizendo que num dia como este, os filhos pedem a deus que, de alguma maneira, possam nos mandar uma mensagem. A ilusão me fez pensar que recebi rosas brancas de minha filha.
Escrito por maedavivica às 16h53
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