É complicado...Tudo parece mesmo um enredo; uma vez escrevi sobre acreditar que fossemos somente peças de um tabuleiro de onde alguém nos manipulava misteriosamente.
Venho me negando a seguir em frente, tenho uma dificuldade enorme de pensar em qualquer tipo de futuro sem minha filha, pra mim tudo se resume aos dezoito anos em que ela viveu, mas a vida se encarrega e me leva sem que eu tenha consciência ou possa interferir.
Foi assim quando meu sobrinho me acompanhou até um atelier de escultura; eu não queria ir porque escultura era passado e o meu passado começava com o nascimento da minha filha, antes...nem me lembro de quem eu era, mas eu era alguém e gostava de esculturas.
Não fiquei por muito tempo, mas ali conheci bons amigos e entrei para o grupo Dor de Mãe e aí a vida começou a me arremessar ao passado.
Na ultima semana alguém se lembrou de mim com saudade; uma pessoa que eu não vejo há pelo menos vinte e dois anos; ele trabalhava numa fundição de bronze, hoje tem sua própria fundição.
Numa conversa com minha amiga Beth, ele falou sobre alguém que ele considerava uma artista, rápida e expressiva, de quem ele tinha boas lembranças e que gostaria de reencontrar.
Não vai ser fácil voltar a esse passado, são dois momentos, duas histórias diferentes e no meio delas está o melhor e mais bonito tempo da minha vida, um período sagrado em que eu vivi completamente.
Escrito por maedavivica às 09h19
[]
[envie esta mensagem]
|