Filhinha
Hoje, filha, nesse mundo de escuridão, eu fico procurando lições não aprendidas, mas estou cega de saudade e não consigo ver nada que tenha sido válido depois de sua partida.
Sinto demais a sua falta e pena de você não ter sobrevivido, você merecia. Caminhamos duramente, mas chegamos a um ponto em que tudo seria mais fácil, talvez fosse a melhor parte de nossas vidas.
E, pra onde foi tudo isso? Ninguém tem o futuro garantido, mas você tinha todas as chances.
Sempre foi muito importante sendo apenas o que era, distribuindo sorrisos e amabilidades; isso era um dom em você, sua característica e também por isso deixou tanta saudade.
Foi tão pura de sentimentos que não via maldade nos outros; chorou quando foi traída, tinha devotado tanto carinho a uma “amiga” e ela te traiu covardemente. Você não entendia a maldade só por maldade.
Sei que o mundo ainda te faria sofrer, porque você não aceitava a traição, a falsidade e a inveja; não conseguia entender a crueldade e esse é o mundo com que vivemos; de qualquer forma, sua morte foi uma brutalidade desnecessária, não precisava ter acontecido.
Se choro de sofrimento e saudade, choro de raiva também e tenho, muitas vezes, vontade de mandar tudo para o inferno; estou cansada de dizer palavras.
De que vale o céu azul
E o sol sempre a brilhar
Se você não vem
E eu estou a lhe esperar.
Só tenho você
No meu pensamento
E a sua ausência
E todo meu tormento....
.... e que tudo mais vá pro inferno. (Roberto Carlos)
Escrito por maedavivica às 07h36
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