Todas as mães enlutadas sofrem do mesmo jeito, mas conheço uma mãe que perdeu seus dois únicos filhos de uma só vez. Meu deus.... Como será que é sentir duas saudades, porque cada filho é um e é diferente; são duas festas de aniversário que nunca mais vão acontecer; são duas vozes que emudeceram. Cada barulho de chave era diferente, cada passo era reconhecido, o sorriso, o jeito de andar, falar, de brincar; cada gargalhada era única. São duas saudades completas, inteiras. É muita dor para uma pessoa só, um só coração. O que consola essa mãe? O que alivia sua dor imensa? Ela está tentando, voltou a trabalhar, tem vida social, cuida da saúde, mas eu me pergunto, pra que? Seja instinto de sobrevivência, seja necessidade ou falta de opção, ela está tentando. Sei que vivemos no limite máximo da fragilidade, dá medo de não conseguir, de perder o controle, de não achar mais necessário. Vou repetir uma das maiores verdades que eu já li: “É preciso ser valente para entender um Deus que nos leva de repente a mesma vida que nos deu. Que plantou uma semente e com a própria mão colheu. É preciso ser valente para enfrentar o mundo e entender que ele nasce e morre a cada segundo. O que nos parece o fim, para ELE é só o começo de tudo... É preciso ser valente para enxergar no escuro, ver a vida como ela é, e acreditar que há futuro. Se pra nós o fruto é verde, pra Deus deve estar maduro. É preciso ser valente para aceitar sua vontade, mesmo quando dói na gente e rouba nossa mocidade.” (desconheço o autor)
Escrito por maedavivica às 10h18
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